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FICHAS DE JULGAMENTO - Derby Classic ANCA 2014
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Amador
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Juiz:
Tim Stewart, Paso Robles, CA, EUA

Há uns 8 anos que você julga eventos aqui no Brasil. Como este evento se compara com os outros eventos?
Toda vez que eu venho aqui há uma melhora óbvia. Desde a primeira vez até hoje as melhorias são inacreditáveis: Os treinadores são melhores, os animais são melhores, o nível de competição está mais alto, os competidores entendem melhor o que precisam conseguir fazer em pista e do julgamento, e a platéia entende melhor o que está vendo. Eu fico feliz de ter visto como apartação era aqui e como é hoje.

O que você diz a respeito do nível dos animais competindo?
Quando eu comecei a vir havia mais apresentações más do que boas. Hoje há muito mais apresentações boas do que más. Na verdade o nível de competição foi ótimo, dos mais altos mesmo. Alguns dos treinadores aqui poderiam competir em qualquer lugar do mundo.

E a respeito dos não profissionais?
Os Non Pros precisam melhorar seu trabalho no rebanho. Os animais estão bem treinados, mas os competidores precisam treinar como tirar um boi com cavalos mais velhos, aprender a colocar o boi que quer tirar numa situação que dê para tirá-lo. Assim vão melhorar. Se prestarem atenção no tanto que as tiradas dos profissionais melhoraram nos últimos 8 anos e treinarem para melhor suas tiradas também, serão muito bons.

Houve algo que se destacou fora o trabalho no rebanho?
O trabalho no rebanho é muito importante e precisa ser praticado. Eu duvido que muitos competidores treinem como tirar um boi em casa, sem trabalhar ele, somente tirando um do rebanho e depois outro. Isso é muito importante para aprender como trabalhar o rebanho.

Muitos competidores falam em tirar o boi que sobrou, mas precisam entender que isso é bom. O competidor tem como fazer sobrar o boi que ele quer; aprender a colocar ele lá em cima, e depois pegar o que sobrar, sem se comprometer.

O Derby é um evento de idade limitada. Quando começou esse conceito?
O primeiro evento de idade limitada na apartação foi o NCHA Futurity em 1962. O Futurity foi inventado para preparar os animais para serem animais de prova sem gastá-los.

É difícil para um Non Pro ou Amador tirar um boi com um cavalo novo, porque o cavalo também não tem tanta experiência. É muito difícil os 2 aprenderem junto. É muito mais fácil e divertido para um competidor aprender com um cavalo mais velho e depois começar a apresentar animais mais novos. Chamamos estes animais mais velhos de prova nos EUA de 'cavalos de guerra.’ São aqueles que duram, que já passaram por todo o treinamento e muitos anos de prova e são fáceis para um Non Pro ou Amador apresentar. São eles que ensinam o Non Pro como apresentar, como tirar um boi, como usar as pernas, aonde ir, tudo que precisam fazer.

Passamos uma época nos EUA que todo mundo queria ir nos eventos de idade limitada. A premiação é maior, claro. Mas descobrimos que não haverá eventos de idade limitada se não tem os eventos de fim de semana. Tem que ter esses eventos onde o público pode se interessar e experimentar. Eles podem montar um cavalo mais velho e começar a gostar. A maioria não vão gastar o dinheiro para comprar um cavalo de idade limitada e não conseguiriam montá-lo se gastasse. Eles precisam montar nestes eventos de fim de semana para aprender a montar bem e depois de aprender viciam. Se eles estiverem somente assistindo na arquibancada eles não vão durar muito. Quando eles estão gastando bem e os animais deles ficarem um tempo sem ganhar, eles vão cair fora. Mas quem monta vicia e sempre quer mais. Traz emoção. Por isso precisamos dos eventos de fim de semana que geram o mercado para os cavalos mais velhos.

Os animais só começam a ter a força para competir bem com 5 ou 6 anos. Eles estão treinados, mas precisam dessa força e firmeza para competir bem. Temos que lembrar que estamos concorrendo contra as outras modalidades. Se uma pessoa acha que ele consegue virar tambor ele vai fazer isso. Muita gente tem medo de montar num cavalo de apartação porque acham que não consegue. Por isso os 'cavalos de guerra' são importantes para eles entenderem que eles conseguem sim.

Então na sua opinião os eventos de idade limitada são um intermediário para cavalos iniciantes no caminho entre o potro do futuro e os eventos de fim de semana, e para os cavaleiros são os eventos mais difíceis?
Sim, é isso mesmo. É muito difícil colocar um cavaleiro iniciante em cima de um potro. Não importa tão bom que seja o treinador. Cavaleiros iniciantes precisam montar em cavalos mais velhos. Se eles usarem a perna errada, o cavalo experiente vai continuar fazendo o que ele precisa fazer independente dos erros. Em pouco tempo eles aprendem a montar.

Se você colocar um cavaleiro inexperiente em cima de um animal novo, e ele usar a perna errada, o cavalo vai embora. Aí o treinador pode tentar corrigir, mas se acontecer muito o cavalo vai continuar desligando. Com tempo não terá mais aquele cavalo mais experiente, mais esperto de prova.

Por isso é importante ter muitas provas de fim de semana para o pessoal montar nos cavalos velhos, ou limitados por ganhos, e não idade. Eles precisam montar num para entender. Precisa ter um lugar para aprender e não é nos eventos de idade limitada.

Há quanto tempo que você aparta?
Eu tenho 64 anos e monto cavalos desde meus 12 anos. Comecei a apresentar animais de boi na categoria Jovem e depois comecei a trabalhar com um treinador de Working Cow Horse. Fui campeão de Working Cow Horse em 1977 e comecei a apresentar animais de apartação em 1978. Consegui um emprego com o treinador que tinha os melhores animais da área aquele ano. Foi assim que comecei.

Nos 36 anos que você aparta, qual conquista te da mais orgulho?
Fui campeão mundial, ganhei 5 ou 6 potro do futuros e o Pacific Coast Derby Open. Foi uma carreira boa.

Porque você começou a julgar?
Eu comecei a julgar cedo. Sempre julguei Working Cow Horse, e me falaram que eu era bom nisso. Eu gostei de julgar e fiquei contente ouvindo isso, então quando eu estava terminando minha carreira de treinador, fechando meu centro de treinamento, pensei que seria uma boa maneira de viajar e conhecer o mundo. Já fui monitor da NCHA e julguei em vários lugares: Austrália, Brasil, Canadá, Europa e todos os EUA. Julgar me anima muito. Gosto de colocar os animais na ordem certa. Pode ser muito estressante mas pode ser gratificante também. E gosto muito de dar uma nota alta quando a apresentação merece.

Você já participou nas associações?
Fui diretor da NCHA, da associação de Working Cow Horse, e fui diretor da Pacific Coast durante uns 20 anos. Eu era chefe do comitê de juízes da NCHA quando implementou o sistema atual de revisão. Já participei muito, sim.

De toda sua experiência, como podemos melhorar nossos eventos?
Apenas deixa continuar crescendo. Mudar pode ser bom, mas acredito que tem hora. Deixa o crescimento continuar até que for necessário alterar algo. E é importante lembrar na hora que for tomar uma decisão que todo mundo em uma associação tem seus interesses próprios, mas se pensarem não no benefício próprio, mas sim no bem da associação, este crescimento vai continuar.

Tem algo mais que queria relatar?
Gosto muito de vir aqui. As pessoas são muito boas e estão entendendo melhor e curtindo mais a modalidade. Tem que alinhar os pensamentos e seguir as regras. Se todo mundo pensar no bem da associação tudo vai ficar bem e continuar crescendo.

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