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FICHAS DE JULGAMENTO - Campeonato Paulista ANCA 2018/2019 - 4ª Etapa
Aberta Júnior
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Final 1ª Bateria   2ª Bateria  
 
Aberta Classic
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Aberta Livre
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Aberta Ltda.
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Non Pro
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Amador
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Master
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Principiante
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Final 1ª Bateria  
 

Juiz:
Mark Lavender, Brenham, TX, EUA

Mark Lavender
Mark Lavender é juiz AAAA e faz parte da galeria de fama da NCHA.

Esta é sua primeira vez julgando no Brasil, qual sua opinião do evento?
Acredito que o evento foi muito bom. A organização foi boa, não teve demora, então achei muito bom.

Quando você fala que não teve demora, quais são as demoras que normalmente encontra nos eventos?
As vezes fica esperando alguém para passar o rastelo ou alguém para amansar o gado. Aqui parece que sempre teve alguém disposto a fazer. Teve um competidor que passou o rastelo para todas as baterias e a maioria dos competidores ajudaram a amansar o gado. Todo mundo contribuiu e fez o que precisava fazer.

Qual foi sua opinião do nível dos animais?
Há potencial para uns animais muito bons. Acredito que estamos complicando muito a apartação, que é um problema mundial. Sempre me perguntam como juiz, "se aquele cavalo tivesse olhado para o boi, qual seria a nota?” Acredito que estamos tirando muito boi dos cavalos, fazendo isso mais difícil para os Non Pros e Amadores. Nossos animais não tem mais a responsabilidade. Essa responsabilidade está caindo nos competidores. Enquanto os competidores estão mais preocupados em ficar em cima dos cavalos, em vez de quando parar, virar, etc.

Como profissionais precisamos simplificar o processo de treinar os animais e o que requeremos que os Non Pros e Amadores fazem. Não sei como é aqui, mas nos EUA, os amadores gastam um tanto de dinheiro e só vão gastar esse tanto e perder até um ponto e depois eles vão achar outra coisa para fazer. Todo mundo quer ser competitivo. Todo mundo quer pensar que eles tem uma chance de ganhar. Se errar a tirada do boi, ou o boi passa por cima, ou acontece algo fora do nosso controle, tudo bem. Mas se algo acontecer que era do nosso controle fica mal para nos como treinadores. Vamos controlar as coisas que podemos e não preocupar com as outras.

Qual sua opinião do nível dos competidores?
Na apartação você só pode ser tão bom quanto seu cavalo. Então grandes cavalos fazem grandes treinadores, e não o contrário. Se um cavalo no seu melhor dia consegue marcar 71,5. Nos deveríamos se esforçar para marcar 71 todo dia. Mas se nos não passamos pelo processo de aprendizado daquele animal, como esperamos que chega a tirar 71 um dia?

O maior número de animais que eu tive em treinamento foi 60, que foi muito. Mas o bom de ter esse tanto é que todo ano você vai ter 1 ou 2 potros de 3 anos muito bons. Se começarmos com um potro de qualidade, que tem filiação boa e uma boa conformação, estaremos começando num bom caminho. O restante depende de nos. Esse processo leva 2 anos. Se o treinador ficar muito tempo fora de casa competindo, ele vai precisar de uns ajudantes muito bons. De qualquer maneira vai precisar de uma quantidade suficiente de gado, bons assistentes, de fazer um bom trabalho com aquele animal 6 dias por semana, e no final vai ter um animal bom.

Em conclusão, os animais que eu vi que parecem ter passado por esse processo estavam bem. O restante parece ter se perdido um pouco nesse processo.

Em que os competidores deveriam estar trabalhando para melhorar suas apresentações?
Acredito que todo mundo tem a noção geral de como apresentar um animal. Eu marquei muitas penalidades de 1 ponto, não muitas penalidades maiores. Teve várias perdas de posição e trabalhando fora de posição, a maioria porque o competidor não foi tão preciso em ler o boi.

A definição de um animal domado, é que ele te obedece. Depois de passar todo esse tempo fazendo o animal prestar atenção em você, você deve ser bem focado. Vemos alguns competidores profissionais e Non Pro passando uns 20-25 minutos antes de competir amolecendo o animal. A intenção disso é fazer o animal prestar atenção neles. Eles vão lá tirar um boi, não leem o boi certo e têm uma perda de posição. Depois castigam o animal por não ter lido o boi, quando na verdade não foi culpa do animal, ele fez exatamente o que eles pediram para fazer. Eles apenas não pediram em sincronia com o boi, faltou precisão.

Em respeito dos amadores, a maioria estão apenas querendo ficar em cima do cavalo. E agora querem que ler o boi também. Está fazendo isso muito complicado. É um problema mundial. Os profissionais tem tendência de seguir quem está ganhando. Eles tentam copiar seu treinamento. Eles podem não pegar o plano completo dessa pessoa mas tentam fazer o que eles acham que ele está fazendo.

Tem muitos que acham que depois de ficar uma semana com um certo treinador assistindo ele treinar, eles entendem e conseguem fazer em casa. Mas eu digo que não foi o que ele fez naquele dia ou semana que importa, o que importa é o processo. Eu trabalhei 3,5 anos com Buster Welch, então eu vi o processo 3,5 vezes. Então eu entendo o processo dele.

Se você olhar todos as pessoas que trabalhavam para Buster Welch, nenhum deles treina um cavalo igual aos outros. Todos têm a mesma fundação, mas ninguém faz igual aos outros. A fundação acontece quando o animal tem 2 anos, que é o ano mais importante da carreira do animal.

Como você entrou na apartação?
Eu competia em rodeio e morava com um amigo cujo pai treinava muitos cavalos e tinha alguns animais de apartação. Eu quebrava potros para ele após a escola. No fim de semana de 4 de julho, que tinha uns rodeios grandes, eu rompi todos os ligamentos do tornozelo fazendo bulldog, que encerrou minha carreira. Eu falei para esse pai do meu amigo que queria tentar apartação. Ele me falou que eu tinha que mudar para onde tinha muito, me deu umas cópias da NCHA Chatter e falou para procurar um competidor que eu admirava, gostava das conquistas, que tinha boa índole, e para ligar pedindo para trabalhar para ele.

Então eu li as revistas e sempre aparecia uma pessoa, Buster Welch, que era o treinador chefe do King Ranch, que eu achava bem legal. Eu conhecia um rapaz que trabalhava para ele e ele me conseguiu um emprego. Foi assim que comecei.

Quantos anos você tinha quando começou a treinar profissionalmente?
Eu tinha uns 25-26 anos.

Em todo esse tempo na apartação, quais conquistas te dão mais orgulho?
Eu ganhei o NCHA Derby Classic em Fort Worth, que foi o maior título para mim, porque é muito difícil ganhar em Fort Worth. Um ano no NCHA Super Stakes fui finalista em todos os animais que apresentei, que foi legal. Fui finalista no NCHA Futurity, e também julguei o NCHA Futurity, que é quase tão legal como ser finalista.

Há quanto tempo você julga?
Eu me tornei juiz em 1995. Não julguei muito no começo porque eu competia. Mas me tornei juiz pensando que se eu me machucasse pelo menos poderia me manter como juiz. Na época eu era um competidor jovem e não tinha uma boa opinião dos juízes. A maioria era juiz porque não podiam mais ser competitivos em pista. Quando Russell McCord tomou conta, ele queria colocar competidores proficientes como juizes. Acredito que hoje os juizes são mais respeitados. Quando você olha para a cabine e o juiz tem US$1,5 milhões em ganhos, é difícil discutir com ele.

Nos últimos 5-6 anos eu tenho reduzido muito o tanto que eu apresento e tenho julgado mais. Eu tenho a impressão que os competidores estão contentes de ver eu julgando. Eu gostaria que fosse obrigatório para todos os profissionais fazerem o curso de juiz. Sei que não podemos forçar todo mundo a fazer, mas acredito que seria muito bom para todos. Caso eu voltar a apresentar mais, acredito que ter julgado esse tanto vai me ajudar muito a competir também.

Há algo mais que gostaria de relatar?
Eu gostei de ter vindo aqui. É muito bonito e gostaria de voltar.

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